A Polícia Civil apreendeu materiais usados para falsificar rótulos de bebidas alcoólicas. Campari, Old Parr e White Horse foram algumas das marcas identificadas pela Operação Holograma, nesta terça-feira (6), em Bauru, no interior de São Paulo.A gráfica, localizada na Vila Engler, tinha 19 bases de impressão de rótulos, 20 rótulos para estampar garrafas, três selos para bebidas alcoólicas, um rolo de fita holográfica e cinco tampas usadas em garrafas de bebidas. Além desses, os policiais civis também apreenderam outros materiais relacionados à produção de bebidas falsificadas. Leia também São PauloDupla é denunciada por vender bebida com metanol que deixou vítima cega São PauloCarbono Oculto: MPSP denuncia Beto Louco e mais 15 por desvio de metanol São PauloCPI do Metanol quer transformar adulteração de bebidas em crime hediondo São PauloSecretário está entre alvos de operação que apura fraudes na Saúde A estrutura identificada em Bauru trabalhava com foco na produção gráfica: rótulos, etiquetas, lacres, selos e outros componentes usados para dar aparência de autenticidade aos produtos.Outras partes do esquema estão sendo investigadas pela Polícia Civil, durante a operação, inclusive, foi identificado e apreendido para análise uma ordem de serviço emitida por uma empresa sediada em São José do Rio Pardo.O responsável pela gráfica em Bauru foi preso em flagrante por suspeita de falsificação de papéis públicos, posse de materiais usados para falsificação e crime contra registro de marca. Ele foi encaminhado à 1ª DIG de Bauru, onde permaneceu à disposição da Justiça.Lembre crise do metanol em São PauloNo final de 2025 e início de 2026, o estado de São Paulo viveu uma crise de bebidas falsificadas com metanol. Até maio de 2026, foram 54 intoxicadas e 12 mortes confirmadas.No final de setembro desse ano, dois homens foram denunciados pela 16ª Promotoria de Justiça Criminal de Guarulhos por venda de bebidas alcoólicas adulteradas, que causaram perda permanente da visão em uma vítima de 2025. Ambos podem responder por falsificação de produto destinado ao consumo. Para um deles, a acusação abarca ainda o crime de lesão corporal.Quando a crise se agravou, em 2025, uma operação realizada pela Procon apreendeu um lote de 128 mil garrafas de vodca sem documentação em uma distribuidora de Barueri, na região metropolitana de São Paulo.Também foi interditada totalmente três estabelecimentos de comércio de bebidas na capital paulista: dois na região da Bela Vista e um no Itaim Bibi. Em Barueri, houve a interdição parcial das bebidas alcoólicas destinadas para consumo. Ao todo, quatro bares e duas distribuidoras foram fechados.







