Jornalista Rodrigo França mostra semelhanças entre GPs de Mônaco e Singapura

Entenda por que Singapura é considerado o "GP de Mônaco noturno" na F1
Entenda por que Singapura é considerado o "GP de Mônaco noturno" na F1 · Imagem: Source: ge.globo.com

O GP de Singapura, que será disputado neste domingo no circuito de rua de Marina Bay, foi a primeira corrida noturna da história da F1.

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Apesar de sua trajetória relativamente recente (com início em 2008), a prova ganhou rapidamente a comparação em diversos itens com um tradicional GP da F1, o de Mônaco – que é disputado desde 1929, antes mesmo da criação da categoria, em 1950. O ge.globo montou uma lista com seis itens que mostram porque não é exagero chamar a corrida de Singapura como o “GP de Mônaco” noturno:

1. Um circuito em volta de uma marina

A primeira semelhança é justamente a localização do circuito: as duas pistas correm em volta de uma marina – a de Mônaco, bem mais curta e mais tradicional, com os iates fazendo parte da paisagem do circuito de Monte Carlo. Em Singapura, também é possível ver os torcedores em barcos acompanhando a passagem dos carros, na Marina Bay, embora a pista seja bem maior do que o circuito monegasco: são quase cinco quilômetros, contra apenas 3,3 km de Mônaco.

Circuito de Marina Bay, palco do GP de Singapura da F1 em 2024 — Foto: Bryn Lennon - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

2. As duas pistas mais lentas da F1

Por serem traçados urbanos, tanto Singapura quanto Mônaco oferecem alguns dos trechos mais lentos de todo calendário da F1. Atualmente, a categoria tem buscado circuitos de rua com setores mais velozes, caso de Madri, Jeddah e Las Vegas, três dos últimos GPs a fazerem parte do Mundial.

Lewis Hamilton na frente de Fernando Alonso no GP de Singapura da F1 2025 — Foto: Glenn Dunbar/LAT Images

Mas, no caso de Singapura, muitos trechos ainda incluem curvas de 90 graus e que são contornadas em segunda marcha, fazendo com que seja uma das únicas pistas do ano cuja velocidade média de um F1 seja abaixo de 200 km/h por volta. O recordista de pista mais lenta, claro, é justamente Mônaco. A velocidade é ainda menor em trechos como o do Hotel Fairmont, em um cotovelo de 180 graus em que os carros da F1 contornam a cerca de 50 km/h.

3. O desafio de andar perto do muro o tempo todo

Pela característica de circuito urbano, Singapura e Mônaco representam um dos maiores desafios do ano em termos de pilotagem no calendário da F1. Não por acaso, é uma pista onde as equipes não colocam novatos para cumprir a regra de treinos de jovens pilotos justamente pelo alto nível de dificuldade do traçado, que só é aberto para competição justamente na F1.

Lando Norris conduz carro da McLaren no GP de Singapura de 2024 — Foto: Clive Mason/Getty Images

Além de não haver a possibilidade de treinos, a proximidade com o muro e guardrail faz com que os pilotos precisem arriscar muito para extrair o máximo do carro, andando a poucos centímetros de uma batida. No caso de Singapura, o desafio ainda é ampliado pela alta temperatura, já que a cidade está localizada próxima à linha do Equador, com temperaturas superando os 30ºC mesmo à noite. Os pilotos costumam classificar este GP como um dos mais desgastantes do ano.

4. Classificação decisiva e corrida sprint como novidade

Mônaco e Singapura também guardam esta semelhança sobre a classificação: largar bem na F1 é sempre importante, mas nestes dois circuitos estar na pole position pode ser garantia de vitória, tanto que, desde 2008, já foram 16 provas em Singapura e em 11 delas o pole venceu. Uma curiosidade é que neste ano a pista receberá pela primeira vez a corrida sprint, tornando a dinâmica do final de semana bem diferente dos demais anos – e podendo ser uma prévia do que esperar para o GP de Mônaco de 2027, que também terá corrida sprint a partir da próxima temporada.

George Russell fez a pole position no GP de Singapura de 2025 e venceu — Foto: Zak Mauger/LAT Images

5. Duas cidades-estados

Tanto Mônaco quanto Singapura são consideradas cidades-estados, (figurando também na lista de menores países do mundo – Mônaco na verdade é o segundo menor de todos, com pouco mais de dois quilômetros quadrados e cerca de 40 mil habitantes, perdendo apenas para o Vaticano.

Vista aérea do Circuito de Marina Bay, palco do GP de Singapura de Fórmula 1 — Foto: Lars Baron/Getty Images

Já Singapura é uma cidade bem maior, com cerca de 6 milhões de habitantes e uma área de 730 quilômetros quadrados, mas também figurando entre os 20 menores países do mundo em extensão territorial.

6. Luxo e hotéis 5 estrelas ao redor da pista

Assim como Mônaco, o GP de Singapura é um dos mais disputados do ano para quem busca requinte, luxo e glamour fora das pistas – o desfile de celebridades é constante no paddock. Alta também costuma ser a conta da hospedagem dos hotéis onde é possível ir a pé para o circuito, ou mesmo aqueles cujos quartos e piscina oferecem vista direta da pista, caso do Marina Bay Sands, em Singapura, onde se hospeda a equipe Ferrari, por exemplo.

Um dos hotéis localizados nas proximidades do Circuito de Marina Bay, em Singapura — Foto: Bernd von Jutrczenka/picture alliance via Getty Images

O preço para passar o final de semana de GP costuma ultrapassar os R$ 80 mil em um quarto comum, no pacote mínimo com quatro diárias. Já os espaços mais luxuosos podem ultrapassar os R$ 560 mil, incluindo refeições em restaurantes de renomados chefs com estrelas Michelin. São valores que só rivalizam com os tradicionais hotéis de Mônaco, como Metropole e Hotel de Paris.

O GP de Singapura será disputado neste domingo, com largada aa 9h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Globo e sportv 3. O ge.globo acompanha em tempo real.

Infos e horários GP de Singapura de F1 2026 — Foto: Infoesporte