Política / Eleições 2026

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O deputado eleito Márcio Canella chega preso à Superintendência da Polícia Federal — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu que o Tribunal Superior Eleitoral barre o registro de Márcio Canella como deputado estadual do Rio de Janeiro. O Ministério Público destaca que o parlamentar mais votado no Rio nomeou lideranças da milícia para o primeiro escalão da prefeitura de Belford Roxo e hoje é investigado por integrar organização criminosa armada.
Em parecer assinado neste sábado, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, destacou que o TSE já decidiu que a Constituição não permite que "partidos políticos se utilizem de organização paramilitar sob nenhuma forma ou sob nenhum pretexto". A Corte já proibiu a candidatura de integrantes de organizações criminosas para evitar a interferência das mesmas no processo eleitoral e sua infiltração no Estado.
A PGE pediu que o Tribunal aceite um recurso contra o deferimento do registro de candidatura de Canella, dando ênfase à sua prisão preventiva no último dia 15, após a eleição, na Operação Unha e Carne. Segundo o Ministério Público, as provas mostram a "estreita vinculação" do deputado eleito a milícias da Baixada Fluminense.
O parecer destaca, por exemplo, que quando deputado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Canella nomeou a mulher de um líder miliciano para cargo em seu gabinete. Depois, quando prefeito de Belford Roxo, o político nomeou como secretários pelo menos duas lideranças milicianas na região, ressalta ainda o documento. Ambos os nomeados tentaram se lançar candidatos na eleição de 2024, mas a Justiça Eleitoral barrou as candidaturas, justamente pelo envolvimento com organizações criminosas.
(em atualização)
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