Se machuca o outro, não é só brincadeira, e tem nome: bullying! Essa é uma máxima que devemos ter em mente quando criamos nossos filhos. É nosso dever como cuidadores lembrar que eles estão em desenvolvimento e precisam de intervenções constantes de adultos para entender os seus limites e compreender suas emoções.O primeiro passo é não achar que é coisa de criança e minimizar os fatos. É preciso encarar com responsabilidade e firmeza quando acontece.A conexão e o diálogo são a chave para superar esse processo doloroso para todos os lados: agressores e vítimas. É já nos primeiros anos de vida que prevenimos problemas ainda mais graves de insegurança na adolescência. Um dos principais motivos é a busca por poder ou pertencimento. Algumas crianças intimidam as outras para se sentirem mais fortes, ganharem status no grupo ou evitarem que elas mesmas sejam o alvo;As crianças ainda estão aprendendo a controlar sentimentos como raiva e frustração, lidar com diferenças e desenvolver empatia. Sem essa maturidade (que é desenvolvida e conquistada), algumas acabam se expressando por meio da agressividade. Por isso, a dificuldade de lidar com os sentimentos é uma das causas do bullying.A influência do grupo também é determinante. Uma criança pode fazer bullying só para “se encaixar”. Os outros riem ou incentivam, mesmo sem concordar, para fazer parte, e acaba virando um círculo sem fim.Aqui começa a parte em que a postura dos pais é determinante. A falta de limites claros, quando não há orientação consistente em casa, faz a criança não entender que está machucando o outro — ou, pior, perceber que não há consequências para seus atos negativos. E, por fim, a repetição do que vivem. Repito sempre que as crianças aprendem pelo exemplo. Elas podem reproduzir a agressividade que veem em casa, na escola ou até na internet. Às vezes, sofrem com isso e “passam adiante”. Quem machuca, muitas vezes já foi machucado.Por isso, observe seu filho e converse com ele de forma franca e direta, explicando os pontos colocados acima e que se encaixam na vivência da sua criança. Primeiro de tudo: crie um espaço seguro para a criança falar. Pergunte sobre o dia dela com interesse real, não só “foi tudo bem?”. Depois, observe mudanças de comportamento, como tristeza, irritação ou isolamento. E evite pré-julgamentos ou broncas — isso pode fazer a criança se fechar ainda mais.Sem colocar a responsabilidade na criança, você pode incentivá-la a não reagir com agressividade, pedir ajuda a um adulto de confiança e treinar respostas firmes como “não gostei disso”.E, ao se intrometer diretamente no mundo das crianças, crie uma rede de apoio, envolvendo a escola e os outros pais envolvidos na situação.Em casos mais graves, busque ajuda profissional, como a pediatra e uma psicóloga infantil.👉Siga o Tempinho Juntos no Instagram✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












