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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira, 23, o “fechamento total” da Cisjordânia, após um ataque com armas que deixou cinco feridos, a poucos dias das eleições legislativas de 27 de outubro, votação em que sua sobrevivência política está em jogo.

Na manhã de sexta-feira, dois homens vestidos de preto, um deles armado com um fuzil e o outro com uma pistola, abriram fogo contra um grupo de militares em Hebron, no sul da Cisjordânia. Os dois foram mortos em um intenso tiroteio, segundo um fotógrafo da AFP.

Um dos dois homens palestinos armados (à esquerda) aponta uma arma de fogo enquanto troca tiros com forças israelenses no posto de controle ao norte de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 23 de outubro de 2026. Foto: Hazem Bader/AFP

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Segundo o premiê, que visitou Hebron algumas horas após o incidente, as forças de segurança evitaram “um ataque de grande amplitude”.

O Exército israelense anunciou “operações antiterroristas” nas residências dos supostos agressores “e de outros suspeitos”, assim como no local do ataque — uma área que foi “isolada” — e em “outras zonas” do território palestino.

O ataque abalou a campanha eleitoral. Netanyahu pediu a seu partido, o Likud (conservador), que cancele todos os eventos que estavam programados para esta sexta-feira.

O principal rival eleitoral de Netanyahu, o ex-comandante do Estado-Maior Gadi Eisenkot, elogiou a “coragem dos soldados” que “evitaram um atentado de grande magnitude”.

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Duas pessoas gravemente feridas

O ataque aconteceu em um posto de controle do Exército, localizado em um cruzamento ao norte de Hebron, uma cidade dividida em dois setores: um controlado pelas autoridades palestinas e outro, onde vivem colonos israelenses, pelas Forças Armadas israelenses.

As autoridades confirmaram à AFP que todos os feridos são de nacionalidade israelense, na faixa dos 20 anos, mas não informaram se eram soldados.

O tiroteio durou quase 20 minutos, segundo a imprensa israelense. Três pessoas foram hospitalizadas em Jerusalém.

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Segundo o Magen David Adom, o equivalente israelense da Cruz Vermelha, dos cinco feridos, dois estão em condição grave.
Um fotógrafo da AFP presenciou o tiroteio quando se dirigia para cobrir outra reportagem e viu os dois corpos dos atiradores estendidos no chão, vigiados por um soldado.
O ataque também aconteceu em um momento de grande tensão na Cisjordânia, entre outras coisas, devido aos ataques de colonos israelenses extremistas contra palestinos durante a colheita de azeitonas.
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O ministro israelense da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, aproveitou o momento para pedir o “desmantelamento” da Autoridade Palestina.
“Não é necessário esperar que aconteça outro 7 de outubro” na Cisjordânia, declarou. “É lá que vai explodir a próxima guerra. A Autoridade Palestina deve ser desmantelada e desmilitarizada”, acrescentou o ministro, que compareceu ao local do ataque.
Soldados do exército israelense junto aos corpos de dois homens palestinos armados após uma troca de tiros no posto de controle ao norte de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 23 de outubro de 2026. Foto: Hazem Bader/AFP
O ministro das Finanças e grande figura da extrema direita israelense, Bezalel Smotrich, pediu uma campanha militar na Cisjordânia “como em Gaza” para “desmantelar a Autoridade Palestina, confiscar as armas e eliminar os terroristas”.
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Posteriormente, ordenou a demolição de várias construções palestinas “ilegais” próximas ao local do ataque.
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O ataque não foi reivindicado até o momento. Em um comunicado, o movimento islamista palestino Hamas chamou o incidente de “operação heroica”, mas sem reivindicar a autoria, e pediu aos palestinos da Cisjordânia uma “mobilização total” e a execução de atentados similares./AFP
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