São Paulo, BrasilRamón Díaz, não.Vojvoda, não.Zubeldía, não.Carille, não.O presidente Osmar Stabile e seu executivo Marcelo Paz nunca passaram tanta vergonha.Eles demitiram Fernando Diniz logo após a derrota contra o Internacional, na quarta-feira.Tinham a certeza que Ramón Días, desempregado, aceitaria voltar com o seu filho Emiliano, para o Parque São Jorge.A proposta: dois meses de contrato, mais um bônus especial, se o Corinthians não fosse rebaixado.Ele respondeu que aceitaria contrato até o final de 2027. Marcelo Paz, em desespero, ofereceu o cargo a Emiliano. Seu pai seria diretor de futebol. Outros dois não.O mandato de Stabile vai até dezembro.No atual momento político corintiano, ele não tem chance alguma de reeleição.Tanto que já admite isso a aliados e está disposto a nem concorrer, na eleição do dia 28 de novembro.Ele vem recebendo ameaças físicas para deixar o clube, que flerta perigosamente com a Segunda Divisão.Depois da recusa dos Díaz, veio o ‘não’ de outro desempregado. Vojvoda. O argentino muito ligado a Marcelo Paz, onde fizeram um trabalho brilhante no Fortaleza não quis assumir só por nove partidas.Luíz Zubeldía, outro argentino, desempregado, tratou de dizer não na primeira sondagem. Não quis conversar sobre salário, projeto, nada.Carille foi lembrado. Ele está trabalhando no Al Fayha, da Arábia Saudita, onde tem contrato até junho de 2027. Com multa alta, perto dos R$ 8 milhões, não houve a menor possiibilidade de acerto.E por apenas nove partidas, ele não quis nem começar a negociar com os árabes.Sem saída, desmoralizado, Stabile apelou para o treinador do sub-20, Willian Batista, de 33 anos. Especialista em trabalhar com garotos. Antes do Corinthians, foi da base do América Mineiro, Vasco, Red Bull, Chapecoense. Foi interino do profissional do América e Vasco. Logo voltou aos garotos.Ele assumiu o time principal ontem. Para o clássico contra o Palmeiras, amanhã, no Nubank Parque. O time de Abel Ferreira está só a um ponto do líder Flamengo.E montará um time altamente ofensivo, para derrotar o mairo rival.Se o Corinthians perder e Grêmio ou Internacional, que vão jogar entre si, vencerem, que o clube entrará na zona do rebaixamento.Chefes de organizadas ameaçam tirar qualquer apoio a Stabile em caso de nova derrota.Os jogadores estão assustados, preocupados com a confusa administração do futebol. E com as consequências de uma derrota. Líderes como Memphis Depay e Gustavo Henrique tentam ajudar Willian Batista, na formação do time.A situação do Corinthians é muito preocupante.Do lado do Palmeiras, Abel Ferreira já avisou que exige o máximo de seriedade na luta pelos três pontos contra o maior rival.Osmar Stabile já dobrou o número de seguranças para ele, para toda Comissão Técnica e para os jogadores.A preocupação não é no Nubank, onde só terá palmeirenses. Mas na volta ao CT do Corinthians e ao Parque São Jorge. Onde as organizadas costumam cobrar dirigentes e atletas em caso de derrotas marcantes. Situação que tem enorme chance de acontecer amanhã, no clássico...









