O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, autorizou nesta terça-feira (13) a retomada do canal “Exército do Lula”. O ministro havia decidido que a campanha do presidente precisava registrar esse grupo de WhatsApp como meio oficial de campanha.Logo após essa decisão, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou oficialmente o canal de mensagens no TSE. Conforme decisão judicial, o canal só pode voltar ao ar em 48 horas. O canal havia sido suspenso a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que apontou informações falsas.Para Bruno Soller, analista do Real Time Big Data, o impasse da Justiça Eleitoral durante a campanha não afeta o resultado de um candidato no segundo turno, a não ser que tenha uma “grande ingerência” de um lado ou de outro e que seja algo que gere alguma revolta no eleitor.“Mantém-se o que já se tem de sensação em relação à Justiça, de que ela é lenta, de que ela interfere onde não deveria interferir. É uma bobagem ficar discutindo em um tribunal eleitoral se um grupo de WhatsApp pode existir ou não pode existir durante uma campanha eleitoral, tendo tantas coisas mais importantes a se olhar”, ressalta.Segundo Soller, em uma campanha de 15 dias de eleição, tirar do ar um conteúdo por 48 horas acaba por prejudicar um dos lados. No entanto, é uma decisão que atrapalha o processo e não convence o eleitor, só o deixa “com mais raiva” do processo como um todo, acrescenta o analista, ao ver que a Justiça no país, que deveria cuidar de coisas muito mais importantes, está se prendendo a “pequenos detalhes” como esses.Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!






